Foto: Soumith Soman / Pexels
Depois que a poeira baixar sobre a Copa do Mundo 2026, muita gente vai discutir qual emissora saiu na frente na cobertura do torneio. Globo, CazeTV, SBT com a N Sports… todos vão reivindicar seus méritos. Mas tem um nome que dificilmente conseguirá comemorar: o SporTV.
E aqui está o mais frustrante: a culpa não é de fora. É da própria Globo, que comanda o canal de TV paga mais tradicional do Brasil quando o assunto é transmitir Copa do Mundo.
Para entender a queda do SporTV, precisa voltar no tempo. O canal nasceu como Top Sport em 1991, evoluiu para SporTV em 1994 e, a partir de 1998, virou sinônimo de cobertura copeira completa. Os assinantes que pagavam pelo “Canal Campeão” tinham o privilégio de uma maratona diária: múltiplos canais transmitindo partidas simultâneas, programação que começava cedo e ia até tarde, análises profundas. Era aquele canal que você deixava ligado o dia inteiro durante a Copa.
Aquela era a força do SporTV. Era o diferencial que justificava a assinatura da TV paga em uma Copa. Enquanto a Globo aberta conseguia transmitir alguns jogos, o SporTV oferecia a experiência completa, imersiva, praticamente imperdível para o verdadeiro fanático.
Só que as decisões estratégicas da Globo para 2026 simplesmente erodirão essa vantagem competitiva. Quando a emissora mãe decide compartilhar direitos, fragmentar a cobertura entre plataformas diferentes e até parcerias externas como a CazeTV e a N Sports, o SporTV acaba perdendo seu exclusivismo.
O resultado? Um canal que foi sinônimo de Copa acaba virando mais uma opção entre várias, em vez de ser aquela transmissão indispensável que era antes. A ironia é que a Globo, ao tentar ganhar em múltiplas frentes, acabou enfraquecendo justamente a propriedade que tinha melhor tradição nesse segmento.
Para o SporTV, 2026 pode ser o começo do fim de uma era de ouro nas Copas do Mundo.
Fonte: Trivela
