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A recente Copa do Mundo feminina deixou um legado importante para o futebol internacional: provou que a ampliação do formato funciona. Com 48 seleções em campo, o torneio conquistou números impressionantes e abriu as portas para uma discussão que vinha sendo polêmica na Fifa: será que 64 nações na próxima edição é viável?
Durante 24 anos, o mundial manteve a estrutura clássica de 32 seleções distribuídas em oito grupos. Essa fórmula era considerada praticamente sagrada. Mas a Fifa, sob comando de Infantino, resolveu mexer nesse vespeiro. O resultado de 2026, com a inclusão de 16 novas vagas, já sinalizava uma tendência. Agora, com o desempenho positivo do torneio feminino com 48 participantes, o caminho para os 64 times parece menos acidentado.
Os números falam por si só. O público compareceu em maior quantidade aos estádios. A diversidade cultural aumentou significativamente, trazendo novas seleções ao palco maior do futebol. Consequentemente, houve mais partidas, mais emoção e, obviamente, mais dinheiro circulando pela economia dos países-sede. México, Canadá e Estados Unidos sentiram no bolso essa movimentação financeira robusta.
Mas é claro que nem tudo são flores. A discussão sobre qualidade versus quantidade ganha força a cada anúncio de expansão. Críticos argumentam que mais times significam mais goleadas desproporcionais e menos competitividade nas fases iniciais. A Fifa contrapõe que o acesso é mais democrático e que seleções menores merecem sua chance brilhar no maior palco do futebol.
O grande teste virá em 2026. Se o formato de 48 seleções repetir o sucesso do torneio feminino, Infantino terá argumentos sólidos para avançar para os 64. A verdade é que a Fifa viu ouro nessa fórmula ampliada, e dificilmente recuará agora. A era de 32 seleções definitivamente ficou no passado.
Fonte: Trivela
