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A tinta ainda não secou na história da primeira Copa do Mundo com 48 seleções, e já temos novidades que prometem mexer ainda mais no tabuleiro do futebol mundial. Gianni Infantino, presidente da FIFA, não esconde a ambição de levar o torneio para um novo patamar: nada menos que 64 nações em disputa.
A proposta não é apenas sobre colocar mais times em campo. Estamos falando de uma transformação econômica radical no esporte. Com o dobro de seleções participando, os ganhos com direitos de transmissão, patrocínios e infraestrutura explodem exponencialmente. Para os países-sede, significa investimentos bilionários em estádios, hotéis e mobilidade urbana.
A mudança também afetaria diretamente as confederações nacionais. Mais rodadas, mais jogos e mais receita gerada pelo próprio torneio significariam distribuição de valores muito maiores aos federados. É dinheiro que poderia financiar seleções menores e fortalecer o futebol em regiões historicamente menos desenvolvidas no esporte.
Mas não é apenas positivo. Críticos alertam que expandir demais dilui a qualidade das partidas. Se nem todas as 64 seleções têm o mesmo nível técnico, corremos o risco de ter jogos desiguais e menos interessantes para o espectador. Além disso, a logística de organização fica exponencialmente mais complexa e cara.
Para o futebol brasileiro, a notícia é ambígua. De um lado, a Seleção Canarinho teria mais oportunidades de faturar com o torneio expandido. Do outro, a competição ficaria mais imprevisível, com mais variáveis em jogo. Mas uma coisa é certa: se Infantino confirmar essa expansão, o maior torneio do futebol nunca mais será o mesmo.
A questão que fica no ar é simples: o futebol mundial está pronto para essa revolução?
Fonte: Folha Esporte
