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A vitória da França sobre o Paraguai por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, deveria ser apenas mais uma página do torneio. Mas o que aconteceu após o apito final roubou os holofotes da competição e trouxe à tona uma discussão que deveria estar enterrada no passado: o racismo no futebol.
O incidente ocorrido após a partida evidencia que, apesar de todos os avanços e campanhas contra a discriminação, o preconceito racial continua presente nos estádios e arredores deles. É um sinal de alerta preocupante para o futebol mundial, que segue lutando contra essa chaga que parecer persistir independentemente das medidas adotadas.
Este não é um caso isolado. Durante a Copa, diversos relatos de abuso racista foram documentados, transformando o que deveria ser a festa do futebol em palco para manifestações de intolerância. Torcedores, que deveriam estar celebrando o esporte, utilizaram as arquibancadas como plataforma para ataques discriminatórios contra jogadores e outros torcedores.
A gravidade da situação está em compreender que o racismo no futebol não é apenas um problema de indivíduos isolados. É reflexo de uma estrutura social mais ampla, onde a discriminação racial encontra brechas mesmo em ambientes que deveriam ser controlados e seguros.
Especialistas e autoridades do futebol internacional precisam reconhecer que campanhas publicitárias e multas simbólicas não são suficientes. É necessário implementar políticas mais robustas, desde a identificação e banimento de torcedores racistas até a educação em base nas categorias de base.
A Copa do Mundo deveria ser apenas sobre futebol, táticas, gols e emoções. Mas enquanto casos como este continuarem ocorrendo, o torneio carregará consigo a mancha da intolerância. O futebol mundial tem o dever de agir, pois o silêncio diante do racismo é conivência.
Fonte: Folha Esporte
