Foto: Ludovic Delot / Pexels
A Espanha vive um momento de ouro no futebol internacional. Com Luis de la Fuente no comando, a seleção espanhola conquistou a Eurocopa 2024, venceu a Liga das Nações 2025 e agora disputa a final da Copa do Mundo contra a Argentina de Messi em busca do bicampeonato mundial. Impressionante? Sim. Mas o que torna essa trajetória ainda mais notável é a história por trás dela.
De la Fuente não é apenas um técnico que chegou para salvar uma geração. Ele é, na verdade, um dos principais construtores dessa geração. Enquanto passou pelas categorias de base da seleção espanhola, o treinador trabalhou diretamente com os jogadores que hoje lideram a “Roja”. Yamal, Gavi, Pedri e tantos outros conviveram com suas metodologias, sua filosofia de jogo e sua visão tática quando ainda eram promessas do futebol espanhol.
Essa continuidade na formação dos atletas é fundamental para entender o sucesso atual. De la Fuente não está tentando impor um sistema estranho a talentos prontos; ele está completando um projeto que começou anos atrás, quando esses garotos ainda aprendiam os fundamentos do futebol espanhol nas categorias inferiores. Há uma harmonia entre mentor e aprendizes que transcende as simples questões táticas de um jogo.
O técnico carrega consigo a essência da tradição espanhola de posse de bola, de toque preciso e de circulação rápida, mas soube modernizar esses conceitos para um futebol mais dinâmico e agressivo. O resultado? Uma seleção que joga com a identidade espanhola, mas com características próprias dessa geração.
Com três finais em três anos disputadas – considerando as diferentes competições – a Espanha sob comando de Luis de la Fuente provou ser praticamente imbatível nos momentos que importam. A final do Mundial 2026 será o teste supremo. Se conquistar o tricampeonato, consolidará de la Fuente entre os maiores técnicos da história do futebol europeu.
Fonte: Trivela
