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Dezesseis anos separam duas gerações de ouro da seleção espanhola. Se em 2010 a Roja conquistava seu primeiro título mundial na África do Sul com um futebol revolucionário, em 2026 a história ganhou novos capítulos e personagens.
Aquele título de 2010 ficou marcado na memória de qualquer torcedor que apreciava o belo jogo. A Espanha de Vicente del Bosque chegou à final com um elenco repleto de astros. O gol de Andrés Iniesta na prorrogação contra a Holanda eternizou um momento mágico do futebol mundial. Era o auge de uma geração que incluía nomes como Xavi, Puyol, Ramos e Casillas — uma combinação praticamente perfeita de talento, inteligência tática e companheirismo.
Mas what happened between then and now? A Espanha de 2026 carrega uma bagagem diferente. Não é mais aquela seleção jovem e fome de glória. É uma equipe que aprendeu com derrotas, que reinventou seu estilo mantendo a identidade do tiki-taka, mas com uma dose maior de pragmatismo e defesa.
A comparação entre as duas épocas revela muito sobre a evolução do futebol. Enquanto 2010 representava o apogeu de um modelo ofensivo quase irrecusável, 2026 mostra uma Espanha mais madura, que compreende que o futebol moderno exige versatilidade. Os novos talentos aprenderam com os mestres, mas adicionaram sua própria linguagem ao jogo.
O interessante é notar como ambas as gerações carregam a mesma essência: o domínio da bola, a circulação de passes precisa e a paciência em construir jogadas. A diferença está na execução e no contexto. Se Iniesta era aquela revelação excepcional em 2010, hoje há vários Iniesta em potencial na seleção espanhola.
A história do futebol internacional se escreve em gerações. E enquanto a de 2010 eternizou-se como lendária, a de 2026 tenta deixar seu próprio legado, provando que a Espanha continua sendo uma potência do futebol mundial.
Fonte: Folha Esporte
