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A final deste domingo (19) marca o encerramento de uma Copa do Mundo que ficará na memória não apenas pelas emoções do campo, mas principalmente pelos números astronômicos que saíram dos bolsos dos torcedores. A FIFA saiu vitoriosa numa verdadeira queda de braço contra os apaixonados pelo futebol, que aceitaram pagar preços nunca antes vistos para presenciar o espetáculo quadrienal.
O que era tido como impensável há poucos anos tornou-se realidade: fãs de todas as partes do globo desembolsaram quantias surpreendentemente altas para garantir um lugar nas arquibancadas. Os valores disparados para ingressos, que fizeram até os mais otimistas torcerem o nariz, não frearam o fluxo de compradores dispostos a investir pesado na experiência.
A procura aquecida revelou uma verdade incômoda para o torcedor moderno: a paixão pelo futebol tem preço, e a FIFA conhece bem qual é. Os organizadores aproveitaram a demanda insaciável para elevar as tarifas a patamares inimagináveis, transformando a Copa numa experiência cada vez mais excludente para as camadas mais populares.
Este cenário reflete uma tendência preocupante no futebol mundial: a mercantilização crescente do esporte. Enquanto a indústria do futebol lucra bilhões, muitos torcedores tradicionais são deixados para trás, incapazes de acompanhar os preços praticados pelas entidades organizadoras.
A vitória da FIFA é também uma derrota simbólica para a acessibilidade do futebol. A competição que deveria unir nações e povos está se tornando privilégio de poucos com capacidade financeira para arcar com as exigências cada vez maiores da instituição.
Enquanto a final se aproxima, fica a reflexão: até quando os torcedores continuarão abrindo as carteiras? E mais importante: a que custo o futebol está se transformando?
Fonte: Folha Esporte
