Foto: Adera Abdoulaye Dolo / Pexels
Depois de cinco décadas longe do palco principal do futebol mundial, o Haiti está de volta. A seleção caribenha entra em campo neste sábado contra a Escócia, marcando seu retorno à Copa do Mundo após uma trajetória repleta de obstáculos tanto dentro quanto fora das quatro linhas.
A volta é particularmente simbólica considerando as dificuldades enfrentadas. Os haitianos disputaram suas Eliminatórias em campos neutros, uma consequência direta da grave crise de segurança que assola o país, onde a violência das facções criminosas impôs barreiras até mesmo ao futebol profissional. Apesar desses desafios imensuráveis, a nação caribenha conquistou sua classificação e agora busca deixar sua marca na competição internacional.
A primeira participação do Haiti em um Mundial aconteceu há exatos 52 anos, em 1974, na Alemanha Ocidental. Embora aquela campanha tenha resultado em três derrotas consecutivas, um momento específico atravessou gerações e permanece gravado na memória coletiva do futebol: o gol marcado por Emmanuel “Manno” Sanon diante da poderosa Itália.
Aquele lance transcendeu a simples questão do placar. Não era apenas um gol em uma Copa do Mundo — era a representação de um pequeno país fazendo frente a uma potência europeia, um símbolo de esperança para uma nação que enfrentava limitações de toda ordem. Sanon se tornou lenda instantaneamente, e seu gol ecoou muito além do estádio alemão.
Agora, meia século depois, o Haiti volta com a responsabilidade de honrar aquele legado enquanto tenta criar novas histórias. A campanha de 2026 representa não apenas uma oportunidade desportiva, mas também um alento para um país que persiste apesar das adversidades.
Nos próximos dias, veremos se os haitianos conseguem transformar seu retorno em um sucesso duradouro ou, no mínimo, em mais um capítulo glorioso para somar à memória do futebol mundial.
Fonte: Trivela
