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O São Paulo vive um semestre de contrastes em 2026. Enquanto o Tricolor encantava torcedores com um Campeonato Brasileiro acima do esperado e uma campanha sólida na Copa Sul-Americana — garantindo liderança no Grupo C e vaga nas oitavas —, o lado amargo da moeda aparecia em outras competições e, principalmente, nas contratações que simplesmente não funcionaram.
A eliminação precoce na Copa do Brasil expôs fragilidades que os investimentos em reforços não conseguiram resolver. Enquanto alguns nomes chegaram ao Morumbi com pompa e esperança, entregaram muito pouco dentro de campo, frustrando uma torcida já abalada pelas crises institucionais que marcam o clube paulista.
Matheus Dória é um exemplo clássico desse desperdício. O zagueiro desembarcou do Atlas, do México, em janeiro com a missão de fortalecer a defesa tricolor. Contudo, em apenas 11 aparições pelo time, o defensor não conseguiu se firmar na equipe e não rendeu sequer próximo ao esperado. A expectativa era de um jogador experiente e confiável para a zaga, mas a realidade foi bem diferente.
A situação reflete um padrão preocupante: o São Paulo investe em reforços sem garantias de retorno, apostando em nomes que parecem interessantes no papel, mas desabam na prática. Em um momento onde cada reforço precisa contar, cada contratação errada pesa ainda mais no orçamento do clube.
O primeiro semestre de 2026 deixa uma lição importante: nem toda contratação que chega com boas intenções consegue resolver os problemas estruturais do Tricolor. Agora, a diretoria precisa aprender com esses erros e pensar com muito mais cuidado antes de investir novamente. O torcedor são-paulino merece reforços que realmente fortaleçam, não que apenas preencham lacunas temporárias.
Fonte: Gazeta Esportiva
