Foto: Murat Ak / Pexels
Se há uma coisa que a FIFA sabe fazer bem, é criar polêmica. E desta vez, o alvo foi o espetáculo do intervalo da final da Copa do Mundo 2026, realizada no estádio de Nova York e Nova Jersey, que conseguiu unir torcedores do mundo inteiro em um sentimento único: a perplexidade.
Wayne Rooney, lenda do futebol inglês que cobria o jogo pela BBC, não poupou palavras ao criticar a apresentação. Com sua franqueza característica, o ex-craque resumiu a situação de forma bem britânica: “Foi uma porcaria”. E olhe que estávamos falando de uma final entre Argentina e Espanha, duas equipes que proporcionaram um espetáculo tático impecável dentro de campo.
O episódio revela um problema recorrente nas grandes competições promovidas pela FIFA: a desproporção entre o futebol que realmente importa e o show corporativo que a confederação insiste em empurrar garganta abaixo dos torcedores. Enquanto os jogadores dão tudo de si pela glória de seus países, a entidade parece mais preocupada em entregar um entretenimento “cinematográfico” que satisfaça investidores e patrocinadores.
A crítica de Rooney reflete o sentimento de milhões de fãs ao redor do planeta que preferem aproveitar os 45 minutos de intervalo para analisar o primeiro tempo, tomar um respiro, ou simplesmente apreciar a magia do futebol – sem precisar de efeitos especiais questionáveis e apresentações que mais atrapalham do que agregam.
Fica a questão: quando a FIFA entenderá que o verdadeiro show já está no gramado? Talvez seja hora de deixar que o esporte fale por si, sem necessidade desses delírios febris que mais envergonham do que divertem.
Fonte: Folha Esporte
