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Em partida marcada pela chuva na Arena Barueri, Palmeiras e Cruzeiro protagonizaram um empate sem emoções pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Felipe Anderson marcou o único gol do Alviverde em uma noite de pouca inspiração ofensiva para ambas as equipes.
Mas o destaque da partida ficou por conta de uma decisão polêmica do árbitro Savio Pereira Sampaio que, curiosamente, foi resolvida da forma mais tradicional possível: sem a interferência do VAR. No primeiro tempo, o juiz marcou pênalti após um toque de Jonathan Jesus em Flaco López dentro da área. Os jogadores do Cruzeiro não perderam tempo e começaram a reclamar imediatamente da decisão.
O que aconteceu em seguida surpreendeu: em vez de ir ao monitor revisar o lance, Savio Pereira ouviu a sinalização de um de seus assistentes, que indicava que o zagueiro da Raposa havia tocado na bola antes do centroavante palmeirense. Com essa informação, o árbitro simplesmente anulou a penalidade máxima sem necessidade de consultar a tecnologia de vídeo.
Essa abordagem retrô da arbitragem reforça a importância do trabalho dos assistentes em campo, muitas vezes subestimados na era do VAR. O fato de Savio Pereira ter confiado no posicionamento privilegiado de seu auxiliar mostra que, nem sempre, a tecnologia é necessária para acertar uma decisão.
Os jogadores palmeirenses aceitaram a decisão sem maiores protestos, diferentemente do Cruzeiro. O episódio serve como lembrança de que o futebol ainda comporta momentos onde o olhar atento de profissionais bem posicionados pode ser tão eficaz quanto uma câmera em alta resolução. Na sequência, o jogo seguiu seu curso previsível rumo ao empate.
Fonte: Bolavip Brasil
