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Carlo Ancelotti chegou à seleção brasileira com uma missão praticamente impossível: trazer de volta ao Brasil o brilho que o país não conhece há mais de duas décadas. A Copa do Mundo de 2026 será seu primeiro grande teste no comando da equipe, e o técnico italiano já enfrenta um quebra-cabeça que promete ser frequente em suas convocações: onde posicionar Raphinha?
O extremo do Barcelona é, sem dúvida, uma das joias mais brilhantes do elenco verde e amarelo. Mesmo tendo enfrentado uma temporada repleta de lesões na Catalunha, o jogador mantém seu status de peça fundamental no ataque brasileiro. Sempre que conseguiu atuar, Raphinha demonstrou ser decisivo no setor ofensivo, participando tanto na construção de jogadas quanto na conclusão de chances.
O problema, porém, reside na definição do seu melhor aproveitamento tático. A ponta esquerda é historicamente o setor que mais gera dúvidas em comissões técnicas brasileiras, e com Ancelotti não seria diferente. O técnico precisa decidir se utiliza Raphinha em sua posição natural, se o adapta para outra função ou se encontra um sistema que potencialize suas qualidades específicas.
A questão não é banal. Considerando os próximos dois anos até o Mundial, Ancelotti terá que equilibrar os compromissos da seleção, o calendário dos clubes e a condição física de seu elenco. Raphinha, quando disponível, é praticamente inegociável, mas o técnico precisa encontrar a melhor forma de o utilizar para maximizar o potencial coletivo.
Com a estreia diante de Marrocos neste sábado, os primeiros sinais sobre as intenções táticas de Ancelotti com o atacante já começam a aparecer. Os próximos compromissos revelarão se o italiano optará pela consistência ou por experimentações. De qualquer forma, resolver esse enigma será crucial para as ambições brasileiras na próxima Copa.
Fonte: Trivela
