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Portugal chegou à Copa do Mundo com credenciais de sobra para figurar entre os principais candidatos ao título. O elenco recheado de estrelas, o comando de Roberto Martínez e a conquista recente da Liga das Nações criaram um clima de otimismo na delegação portuguesa. Mas o empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo serviu como um banho de água fria nos lusitanos e mostrou que ainda há um abismo entre aspirantes e verdadeiros favoritos.
É verdade que Portugal possui argumentos convincentes no papel. Laterais de referência, um meio-campo repleto de bons passadores, capacidade defensiva e a presença imponente de Cristiano Ronaldo formam um conjunto impressionante. Individualmente, os nomes do time titular português conseguem enfrentar qualquer seleção de igual para igual.
O problema é que futebol não se resume apenas a nomes na escalação. O resultado contra os congoleses evidenciou que existe uma diferença qualitativa entre Portugal e as potências reais da competição — França e Argentina seguem em outro patamar. Enquanto os favoritos reais conseguem dominar partidas mesmo contra adversários organizados, os portugueses mostraram dificuldade para quebrar a retranca congolesa.
A dependência excessiva de Ronaldo também foi exposta. Sem soluções criativas no ataque e com falta de fluidez ofensiva, os lusos ficaram travados. O time parecia não conseguir impor seu ritmo, algo que seleções verdadeiramente favoritas fazem com naturalidade.
Este tropeço inicial é um aviso importante. Roberto Martínez e seus comandados precisam urgentemente elevar o nível de performances para não transformar o favoritismo em frustração. A Copa do Mundo não perdoa ilusões — apenas equipes que conseguem manter consistência ao longo de toda a competição cumprem promessas feitas antes do torneio começar. Portugal ainda está longe de demonstrar ter esse pedigree.
Fonte: Trivela
