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A Argélia acordou para um pesadelo nesta quarta-feira. Depois de 12 anos longe das Copas do Mundo, a seleção norte-africana reencontrou o torneio da pior forma possível: levando uma goleada de 3 a 0 da Argentina, com hat-trick de Lionel Messi. O resultado deixou os torcedores em estado de choque e abriu um abismo de questionamentos sobre o futuro da campanha.
Mas o que preocupa mesmo não é apenas o placar desproporcional. É a atuação desastrosa que acompanhou a derrota. A Argélia simplesmente desapareceu do campo, não conseguiu criar chances significativas e se comportou como uma equipe completamente desorganizada. Para quem esperava uma recuperação e luta pelo grupo, foi um banho de água fria.
O grande vilão da história? O técnico Vladimir Petkovic. O suíço-bósnio, que teve seu contrato renovado até 2028 pouco antes do Mundial, fez escolhas questionáveis na escalação. A mais polêmica delas foi deixar Riyad Mahrez no banco desde o início. O astro do Manchester City é figura fundamental no ataque argelino, e sua ausência foi gritante durante todo o confronto.
Petkovic tentou ser criativo, ousado até. Mas as mudanças não funcionaram. Em vez de trazer fluidez ao meio-campo ou criatividade no ataque, a escalação alternativa simplesmente não se encontrou em campo. A Argentina explorou todos os vácuos deixados pela seleção rival e fez festa com Messi em seu grande retorno ao torneio.
A Argélia agora enfrenta um desafio imenso nas próximas rodadas. Precisa reagir rápido, corrigir os erros táticos e, se possível, contar com Mahrez como peça fundamental. Do contrário, a volta de 12 anos à Copa pode ser ainda mais breve e frustrante do que se imagina. Petkovic tem pouco tempo para consertar os danos.
Fonte: Trivela
