Foto: Regan Dsouza / Pexels
Michel Platini, lenda viva do futebol francês, resolveu dar um conselho nem tão solicitado a Kylian Mbappé. O ex-meia, tricampeão de Bola de Ouro e vencedor da Eurocopa de 1984, alertou o craque do Real Madrid sobre os riscos de se envolver publicamente em questões políticas, mesmo que bem intencionadas.
O aviso surgiu após a estrela francesa se posicionar contra o avanço da extrema-direita em seu país. Antes da última Euro, durante coletiva de imprensa, Mbappé não se fez de rogado e fez um apelo para que os franceses comparecessem às urnas com o objetivo de barrar a Reunião Nacional (RN), partido de Marine Le Pen, nas eleições de junho e julho de 2024.
Platini não descartou a coragem do camisa 10 da seleção francesa em utilizar sua plataforma milionária para tratar de temas que vão além das quatro linhas. Na verdade, valorizou a atitude. Porém, o veterano sugeriu prudência a Mbappé, argumentando que posicionamentos políticos tendem a descontentar uma parcela considerável do público.
“Acaba incomodando metade do mundo”, sintetizou Platini, refletindo uma realidade que muitos atletas de projeção internacional enfrentam ao se posicionar sobre assuntos polarizadores. É o eterno dilema do esportista moderno: usar a visibilidade para defender convicções ou manter distância estratégica da política?
O conselho de Platini toca em um ponto sensível do futebol contemporâneo. Enquanto alguns argumentam que atletas têm o direito — e até o dever moral — de se expressar sobre injustiças sociais, outros defendem que a neutralidade política preserva a capacidade de unir multidões em torno da bola.
Mbappé, porém, já deixou claro que não pretende ser apenas um jogador. Com sua relevância global, o francês segue em seu caminho de engajamento cívico, aceitando ou não os avisos das gerações anteriores. No futebol, como na vida, escolhas têm consequências — e nem sempre agradáveis para todos.
Fonte: Trivela
