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Ousmane Dembélé chega à Copa do Mundo de 2026 com um currículo impressionante. Melhor jogador do mundo segundo a Bola de Ouro, bicampeão consecutivo da Champions League pelo Paris Saint-Germain e peça-chave do projeto ambicioso de Luis Enrique — o atacante francês vive o auge de sua carreira aos 29 anos.
Mas há um incômodo que não sai do radar: quando veste a amarelinha da França, Dembélé simplesmente desaparece do jogo. E piora quando comparado com Kylian Mbappé. A constatação, apontada pela imprensa espanhola, reaviva um debate antigo que assombra a seleção francesa há tempos.
Os amistosos recentes contra Costa do Marfim e Irlanda do Norte reacenderam as críticas. O atacante que brilha toda semana nos gramados da Ligue 1 parece não conseguir reproduzir o mesmo desempenho quando defende as cores nacionais. É um contraste surpreendente, quase inexplicável para um jogador de seu calibre.
A questão central é: como alguém que domina a Europa com regularidade pode sofrer tamanha queda de rendimento quando joga pela seleção? Alguns apontam dificuldades de adaptação tática, outros mencionam pressão psicológica. O fato é que essa discrepância deixa a França com um dilema: como aproveitar um talento desperdiçado?
Para Deschamps, técnico que precisará montar o quebra-cabeça do ataque francês, essa é uma equação difícil de resolver. Com Mbappé em alta forma e exigindo espaço, Dembélé precisa urgentemente encontrar sua melhor versão no futebol de seleção. Do contrário, pode virar apenas um gigante adormecido no banco de reservas da França.
A Copa de 2026 chegará em breve. E Dembélé segue em busca de respostas.
Fonte: Trivela
