Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Antes da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Taffarel, o preparador de goleiros de Carlo Ancelotti, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol As e acabou gerando debate ao justificar a escolha de Weverton como goleiro titular em detrimento de outros candidatos, incluindo Fábio.
O lendário tetracampeão mundial argumentou que a experiência prévia de Weverton na meta amarelinha e seu currículo consolidado aos 38 anos justificavam sua convocação. Taffarel afirmou que o goleiro do Grêmio teria superado nomes mais jovens como Bento, do Al-Nassr, exatamente por sua história anterior no selecionado.
Ocorre que essa lógica não encontra respaldo quando aplicada ao caso de Fábio. O arqueiro do Fluminense, aos 45 anos, conquistou relevância nacional e internacional por suas performances em altíssimo nível, mesmo em uma faixa etária onde a maioria dos jogadores profissionais já se aposentou. Seu currículo impressiona não apenas pela quantidade, mas pela qualidade de suas atuações recentes.
O paradoxo fica evidente: se a experiência prévia na Seleção foi determinante para Weverton, por que não o foi para Fábio, que possui um vasto histórico com a amarelinha? Se a idade avançada não impediu a convocação de um goleiro de 38 anos, por que eliminaria automaticamente um de 45?
A verdade é que a decisão final partiu exclusivamente da comissão técnica liderada por Ancelotti, que nunca havia convocado Weverton antes. Nesse sentido, a tentativa de Taffarel de respaldar a escolha com argumentos que não se sustentam logicamente apenas aumenta a polêmica em torno da ausência de Fábio.
O debate sobre seleção sempre será polêmico, mas as justificativas precisam ser coerentes. Neste caso específico, ficaram claramente aquém.
Fonte: Trivela
