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Ninguém apostava que Lionel Messi, já na casa dos 39 anos, conseguiria exibir seu melhor futebol justamente em uma Copa do Mundo. Mas o maior craque da história moderna nunca foi de obedecer a prognósticos pessimistas. A Argentina chega à final desta domingo (19) praticamente nas costas de seu camisa 10, que tem desempenhado um papel semelhante aos seus tempos de ouro no Barcelona.
A mudança tática foi fundamental. Colocado como ponta direita — posição que o rejuvenesceu — Messi tem desfrutado de mais liberdade criativa e proximidade com o gol. O resultado? Uma Copa do Mundo que já superou em muito a edição anterior, em 2022, quando a Argentina conquistou o título.
Os números falam sozinhos e impressionam. O "ET" marcou oito gols, distribuiu quatro assistências e participou de 12 lances decisivos nesta edição. Todos esses registros o colocam como o maior protagonista da história dos Mundiais em uma única competição. Nunca um jogador realizou tanto em uma única Copa.
Mas as estatísticas revelam apenas metade do filme. Antes do torneio, a dúvida pairava no ar: conseguiria Messi competir fisicamente contra os melhores do planeta? Afinal, aos 39 anos, o desgaste físico costuma ser inevitável. A resposta veio dentro de campo: sim, e com louvor.
O que torna essa performance ainda mais notável é a capacidade do argentino de se reinventar taticamente. Livre para flutuar pela lateral direita, Messi recuperou aquela magia que marcou época na Espanha. Seus dribles desconcertantes, passes de calcanhar cirúrgicos e finalizações precisas voltaram a aparecer com frequência.
Argentina e Messi estão indissociavelmente ligados neste torneio. A seleção albiceleste só chegou à final porque tem um homem que, apesar da idade, segue redefinindo o que é possível em uma Copa do Mundo. Final com cara de despedida, mas com ares de imortalidade.
Fonte: Trivela
