Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A supremacia sul-americana no futebol mundial recebeu um golpe devastador. Pela primeira vez em gerações, nenhuma seleção do continente conquistou uma Copa do Mundo disputada na América do Norte. O resultado não é apenas um número nas estatísticas — é um sinal de alerta que deveria preocupar toda a Conmebol.
A Argentina, que chegava como favorita e bicampeã, foi amplamente superada na final. E agora todos suspeitam do mesmo cenário que assolou o país após a era Maradona: um longo período de dificuldades financeiras e competitivas sem a genialidade de Lionel Messi para carregar o time nos momentos críticos. O Brasil, vale lembrar, viveu situação semelhante após Pelé deixar as seleções.
No caso da Canarinho, a história é igualmente frustrante. Sem decisões equivocadas na troca de jogadores, o Brasil poderia ter eliminado a Noruega e avançado significativamente no torneio. Mas, como bem colocou Carlo Ancelotti antes da competição: “se meu avô tivesse rodas, seria um carro”. O futebol não se faz de “ses”.
E aqui está o incômodo central: pela enésima vez, a Seleção Brasileira caiu diante de uma potência europeia de segundo escalão. Essa é a realidade que teima em se repetir nos confrontos decisivos. O potencial ofensivo brasileiro continua imaculado — a população de jogadores talentosos segue gerando craques — mas algo falha na hora da verdade.
O que essas duas campanhas revelam é que o futebol sul-americano vive um momento de transição perigosa. A Argentina terá dificuldades em manter seu nível sem Messi. O Brasil precisa urgentemente resolver seus problemas estruturais e táticos para não virar sinônimo de inefetividade em mata-matas.
A América do Sul ainda respira futebol de qualidade, mas o oxigênio está ficando rarefeito. Acordar é urgente.
Fonte: Trivela
