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Lionel Messi chega à sua sexta e última Copa do Mundo em situação bem diferente de suas apresentações anteriores. Aos 38 anos, a lenda argentina não possui mais a mesma resistência física que demonstrava em edições passadas, obrigando Lionel Scaloni a repensar a estratégia ofensiva da seleção para compensar o desgaste natural do tempo.
Na Copa do Catar 2022, quando conquistou o tricampeonato inédito, Messi já exibia sinais evidentes de envelhecimento. Mesmo assim, o craque foi eleito melhor jogador do torneio e carregou a Argentina nos ombros até o título. Naquela ocasião, aos 35 anos e ainda vinculado ao Paris Saint-Germain, o camisa 10 mantinha um nível competitivo equiparável ao dos adversários, apesar da velocidade reduzida.
Agora a realidade é mais desafiadora. Transferido para o futebol americano e com três anos a mais no currículo, Messi não apresenta o mesmo ímpeto das edições anteriores. A velocidade diminuiu consideravelmente, o dinamismo não é o mesmo, e a capacidade de sustentação ao longo dos 90 minutos ficou comprometida. É o preço natural que até os maiores talentos pagam ao envelhecerem.
O técnico argentino sabe que sua principal arma já não pode ser tão ofensiva quanto antes. Por isso, a estratégia para a estreia contra a Argélia passa necessariamente por estruturar um elenco capaz de aliviar a responsabilidade sobre os ombros do velho campeão. Scaloni precisará equilibrar a presença de Messi em campo com o aporte de jovens valores que tragam energia e dinamismo que faltam ao astro da Inter Miami.
A questão é: conseguirá a Argentina encontrar essa fórmula mágica? A resposta virá já na primeira partida desta nova jornada de Messi pelo mundo.
Fonte: Trivela
