Foto: Alex Grajeda / Pexels
A goleada de 3 a 0 contra a Argélia na Copa do Mundo 2026 reacendeu um debate antigo no futebol mundial: como neutralizar a Argentina quando Messi está em seu melhor nível? Os números revelam uma realidade que poucos times conseguem compreender: a seleção albiceleste é, fundamentalmente, uma estrutura montada para potencializar o craque.
A estatística é brutal. Quando Messi tem liberdade de movimento no campo, a Argentina não apenas marca mais gols, como também controla melhor o ritmo da partida. Na vitória sobre a Argélia, o camisa 10 foi praticamente um maestro, orquestrando jogadas e deixando seus companheiros em posição privilegiada para finalizar.
O estilo de jogo argentino segue um padrão claro: três linhas defensivas sólidas, meio-campo capaz de recuperar bolas com eficiência e, principalmente, velocidade nas transições para explorar os flancos. Mas tudo isso ganha uma dimensão estratégica diferente quando Messi está disponível para receber a bola nos espaços reduzidos.
Defensivamente, os times interessados em frear essa máquina precisam entender um detalhe fundamental: não adianta apenas marcar Messi individualmente. É necessário desorganizar toda a circulação de bola argentina, forçando o time a jogar de forma mais lenta e previsível. A pressão no meio-campo e a ocupação dos espaços onde o 10 naturalmente procura se posicionar são essenciais.
A Copa do Mundo 2026 está revelando que a Argentina de hoje é diferente daquela que conquistou o Mundial em 2022. Mais madura, mais assertiva e, ironicamente, ainda mais dependente da genialidade de seu jogador mais importante. Enquanto Messi estiver em campo e em forma, derrotar a seleção albiceleste será uma das missões mais difíceis do torneio.
Fonte: Folha Esporte
