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A ausência de Neymar entre os titulares na estreia da Seleção Brasileira na Copa de 2026 trouxe à tona um capítulo inusitado da história do futebol nacional. O empate diante de Marrocos marcou apenas a terceira vez em que o camisa 10 não disputou o primeiro jogo de um Mundial, além de ser a quarta oportunidade em que o dono deste número icônico não começou entre os onze iniciais.
O precedente mais antigo remonta a 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial. Na ocasião, Pelé ocupava a posição de número 10 e iniciou a competição no banco de reservas, perdendo a vitória de 3 a 0 contra a Áustria. Décadas depois, em 1986, Zico enfrentou situação semelhante, não sendo escalado como titular na estreia da Copa do Mundo.
Esse cenário raro revela como a Seleção Brasileira historicamente confia em seus craques desde o primeiro minuto das competições internacionais. Quando a camisa 10 começa no banco, geralmente indica ajustes táticos ou situações atípicas na montagem do time.
A estreia contra Marrocos também representou outro momento incomum: uma das raras ocasiões em que o Brasil não venceu seu primeiro jogo em um Mundial. Esse empate ressoa como um sinal de alerta para Dorival Júnior, que agora precisa ajustar a equipe antes do confronto contra o Haiti, marcado para esta sexta-feira (19), às 21h30, na Filadélfia.
O duelo diante dos haitianos chega como oportunidade de ouro para a Seleção retomar a trajetória vitoriosa e reafirmar seu favoritismo no Grupo C. A pressão por um resultado positivo é alta, especialmente após o tropeço inicial. Neymar e cia. precisam demonstrar que o empate foi apenas um deslize e não o reflexo de problemas estruturais na campanha brasileira.
Fonte: Bolavip Brasil
