Foto: Juliano Ferreira / Pexels
Uma história tocante saiu do convento para viralizar nas redes sociais. As religiosas do Mosteiro Santa Maria dos Anjos, localizado em Dourados, no Mato Grosso do Sul, viveram momentos de tensão extrema na noite de segunda-feira (29) acompanhando a classificação dramática da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo.
Mas o que começou cheio de apreensão terminou em celebração espiritual. Após a virada emocionante da equipe canarinha no torneio, as freiras compartilharam nos bastidores do mosteiro uma revelação que ganhou repercussão: elas pediram intercessão de São Padre Pio, santo de devoção especial do técnico Carlo Ancelotti, para ajudar o Brasil na missão.
A situação é ao mesmo tempo tocante e curiosa. Enquanto torcedores em todo o país celebravam a classificação com abraços, gritos e comemorações carnais, as religiosas encontraram sua própria forma de expressar alívio e alegria: com uma xícara de chá de erva-cidreira, tradicional bebida calmante que encerrou uma noite de emoções à flor da pele.
O carinho das irmãs pela Seleção repercutiu justamente porque humaniza o futebol. Por trás de cada tela, de cada comentário em redes sociais e de cada apego emocional, existem histórias de pessoas comuns — neste caso, mulheres dedicadas à vida contemplativa — que se veem representadas pela Seleção.
A devoção de Ancelotti a São Padre Pio virou ponte entre o sagrado e o esporte. O técnico italiano que comanda a Seleção Brasileira leva sua fé para o banco de reservas, e as religiosas de Dourados encontraram na figura do santo uma forma de se conectar com a missão do Brasil na Copa.
Histórias assim resgatam a essência do futebol: aquela capacidade de unir pessoas de origens, crenças e rotinas completamente diferentes em torno de um mesmo objetivo. E se uma reza ajudou, quem são nós para discutir?
Fonte: Folha Esporte
