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A Federação Colombiana de Futebol tomou uma posição firme nesta sexta-feira (10) ao condenar publicamente as ameaças direcionadas ao atacante Jáminton Campaz. O jogador se tornou alvo de críticas ferozes e mensagens ameaçadoras após a eliminação da seleção colombiana na Copa do Mundo de 2026.
O episódio que desencadeou a onda de hostilidade ocorreu na terça-feira, durante o confronto entre Colômbia e Suíça pelas oitavas de final, disputado em Vancouver, no Canadá. Em uma partida equilibrada e sem gols no tempo regulamenttar, a definição saiu apenas nos pênaltis, com a vitória suíça por 4 a 3.
Campaz desperdiçou uma oportunidade de ouro aos 114 minutos de jogo. Após aproveitar um erro defensivo helvético, o jogador se viu cara a cara com o goleiro, mas seu chute saiu pela linha do fundo, deixando escapar um lance que poderia ter mudado os rumos da partida.
Em comunicado oficial, a FCF expressou sua “total solidariedade e apoio” ao atleta, além de condenar veementemente as “ameaças contra a vida e a integridade física” do ponta e de sua família. A entidade também reforçou preocupações com a segurança dos envolvidos.
O caso de Campaz reflete um problema recorrente no futebol moderno: a desproporcionalidade das reações de torcedores quando seus times são eliminados. O desperdício de uma chance, por mais clamorosa que seja, é parte do jogo. Nenhum atleta merece sofrer ameaças por um lance, ainda que custoso para o resultado final.
A Colômbia, apesar da eliminação precoce, chegou à Copa do Mundo de 2026 com esperança de ir além. O desfecho amargurado em Vancouver, porém, não deveria servir como justificativa para perseguições e abusos contra jogadores que dedicam suas carreiras ao país.
A atitude responsável da Federação Colombiana serve como exemplo importante de como as instituições devem se posicionar em defesa de seus atletas diante de comportamentos inaceitáveis.
Fonte: Gazeta Esportiva
