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O empate sem brilho da seleção brasileira contra Marrocos (1 a 1) na estreia do Mundial deixou mais dúvidas do que certezas. E isso é preocupante para quem esperava ver uma Amarelinha dominante sob o comando de Carlo Ancelotti.
O técnico italiano herdou uma seleção que vinha sendo criticada nos últimos anos, e sua primeira missão na Copa não saiu como planejado. Apesar de os marroquinos terem começado melhor, pressionando e criando as melhores chances, o Brasil conseguiu sair do aperto com o empate. Mas foi longe de ser convincente.
O mais importante agora é que Ancelotti já sinalizou estar aberto a mexer no time para os próximos compromissos. Essa disposição para fazer mudanças é justamente o que as seleções campeãs mundiais fazem. Tite, nos dois últimos Mundiais, pecou por manter estruturas que não funcionavam, custando caro à Amarelinha.
A estreia em Copa sempre gera expectativas gigantescas no Brasil, mas desta vez o resultado genérico veio acompanhado de questionamentos sobre a escalação, o posicionamento dos jogadores e a criatividade ofensiva. O próprio Carletto deve ter visto durante os 90 minutos que ajustes são necessários.
O recado está dado: a seleção não pode continuar neste ritmo moroso. Os próximos compromissos exigirão maior intensidade, criatividade no meio-campo e aproveitamento clínico das oportunidades. A Copa do Mundo não perdoa acomodação, especialmente para um país como o Brasil, que carrega o peso da história e das expectativas.
Se Ancelotti absorver as lições dessa estreia fraca e tiver coragem para fazer as mudanças necessárias, talvez ainda haja tempo de colocar a Amarelinha no caminho certo. Caso contrário, o gosto amargo deste empate pode se transformar em algo bem mais amargo.
Fonte: Trivela
