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A Inglaterra conquistou o terceiro lugar da Copa do Mundo ao derrotar a França por 6 a 4 em um confronto marcado por extremo desprendimento tático. Disputada em Miami neste sábado, a partida transformou-se em um espetáculo ofensivo com dez gols e diversos lapsos defensivos, muito diferente do que se espera de um duelo entre duas potências mundiais.
Os ingleses abriram 4 a 0 ainda na primeira etapa, mas cometeram o erro de relaxar no segundo tempo, permitindo que os franceses reagissem e deixassem o placar mais apertado. Apesar da falta de comprometimento tático, Tuchel assegurou a vitória para sua seleção.
Contudo, o resultado final deixou em segundo plano as escolhas estratégicas do técnico alemão que geraram bastante incômodo entre os torcedores e analistas ingleses. Duas decisões específicas chamaram mais atenção que o próprio scoreboard.
Declan Rice permaneceu em campo pelos 90 minutos completos, uma utilização integral do meia-campista que despertou dúvidas sobre a lógica tática. Paralelamente, Bukayo Saka — jogador que havia recebido uma abordagem de rodízio ao longo de toda a competição — foi escalado desde o início e completou toda a partida em campo, respondendo com um impressionante hat-trick.
A participação intensa de Saka contrasta com sua utilização anterior no torneio, onde o extremo participava de forma moderada. A mudança de postura de Tuchel levanta questões legítimas: por que não utilizar assim o talentoso jogador antes? E qual seria a estratégia por trás de manter Rice durante todos os 90 minutos em um duelo praticamente sem consequências?
Essas indagações transcendem o resultado alcançado. Para uma seleção que busca se recuperar após decepções recentes, o entendimento das decisões técnicas torna-se fundamental para consolidar confiança em Tuchel como condutor do projeto inglês. Enquanto a vitória é bem-vinda, as dúvidas persistem.
Fonte: Trivela
