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A França encerrou sua participação na Copa do Mundo de forma decepcionante. Na disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, os Bleus sofreram uma goleada por 6 a 4 em um jogo frenético que expôs as fragilidades de um time desorganizado e desmotivado.
Embora tecnicamente uma partida sem grandes consequências no contexto do torneio, o resultado serviu como um espelho pouco lisonjeiro para o comando que se aproxima. Zinedine Zidane, que oficialmente assumirá a seleção francesa em 1º de setembro, recebeu um diagnóstico preciso dos problemas que precisará resolver.
O cenário mais preocupante aconteceu no primeiro tempo, quando os ingleses construíram uma vantagem de 4 a 0. A falta de mobilização e comprometimento dos jogadores franceses naquela etapa revelou um elenco emocionalmente abalado pela campanha anterior e pela saída de Didier Deschamps. Essa despedida amarga deixou marcas evidentes no rendimento coletivo.
Entre os pontos negativos que devem ficar na agenda de Zidane, destaca-se o desempenho de Aurélien Cherki. O jovem talento da seleção francesa saiu dimensionado na competição, não conseguindo se impor como uma alternativa confiável no ataque. Além dele, outros nomes que entraram como reservas também decepcionaram, sugerindo que o técnico precisará revisar cuidadosamente as opções ofensivas disponíveis.
A lesão de Hugo Ekitike, que havia gerado dúvidas na escalação francesa antes do torneio, também deixa um vazio que demanda solução rápida. Essas questões no setor ofensivo exigirão atenção prioritária nos próximos compromissos internacionais.
Apesar do resultado negativo, há um lado positivo: Zidane não precisará começar do zero. Herdará uma base consolidada de talentos estabelecidos, mas com a missão clara de reconstruir mentalmente um grupo abalado. A reconstrução começa agora, e as lições da Copa do Mundo serão fundamentais para traçar o caminho à frente.
Fonte: Trivela
