Foto: Federico Velazco / Pexels
Danilo não era exatamente o queridinho da torcida brasileira antes de sua convocação confirmada por Carlo Ancelotti em março. Com 34 anos disputando a lateral-direita e frequentemente relegado ao banco no Flamengo, o veterano despertava dúvidas sobre sua capacidade de render em um torneio de tamanha magnitude. Mas o futebol tem essas reviravoltas.
O corte de Wesley, comunicado às vésperas da Copa, mudou completamente o cenário ao redor do experiente lateral. Agora, sua liderança dentro do grupo se torna um trunfo valioso, transformando-o em peça importante do elenco titular que Ancelotti está montando.
Embora o técnico italiano ainda não tenha confirmado oficialmente a presença de Danilo entre os onze iniciais contra o Haiti, nesta sexta-feira, no Estádio da Filadélfia, sinais apontam para sua titularidade. A performance positiva que entregou já no segundo tempo do empate 1 a 1 com Marrocos, na estreia decepcionante da Seleção, foi determinante para fortalecer suas chances.
Durante aquele jogo, a entrada de Danilo no segundo tempo trouxe estabilidade defensiva e organização que faltavam ao Brasil. Sua experiência acumulada em grandes clubes europeus fez diferença imediata no campo, oferecendo segurança a uma defesa que havia sofrido bastante nos primeiros 45 minutos.
Neste contexto, o que era visto como uma aposta questionável ganha contornos de decisão acertada. A liderança que o lateral exerce no elenco, sua capacidade de leitura de jogo e a tranquilidade que transmite aos companheiros são ingredientes que podem fazer diferença em momentos críticos da competição.
A Copa do Mundo é também sobre gestão de grupo, equilíbrio emocional e experiência. Danilo carrega consigo esses atributos em abundância, e sua evolução nos últimos dias de preparação sugere que está pronto para contribuir significativamente na jornada brasileira pelo tricampeonato.
Fonte: Trivela
