Foto: Roman Stavila / Pexels
O sexto título segue distante. A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 marcou o maior jejum do Brasil no torneio desde o primeiro título em 1958. Mas enquanto Carlo Ancelotti e seus jogadores recebem críticas legítimas, a verdade é que a CBF carrega o peso maior dessa tragédia anunciada.
Tudo começou errado. Já em 2022, Tite havia comunicado sua saída após a Copa do Catar. A entidade sabia disso. Mesmo assim, não preparou uma transição adequada, deixando a Amarelinha à deriva em um momento crítico. O resultado? Um ciclo desastroso que comprometeu todo o caminho até a América do Norte.
Os números falam sozinhos e doem no coração do torcedor. Nenhum título conquistado; eliminação nas quartas da Copa América; 5º lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas; quatro treinadores diferentes em menos de dois anos. Era praticamente impossível construir uma equipe competitiva nesse caos administrativo.
A falta de planejamento estruturado na CBF criou um efeito dominó destruidor. Sem clareza sobre a direção técnica, sem paciência para consolidar um projeto, a confederação optou pelo apagador de incêndios. Trocar de técnico a cada tropeço não é gestão, é desespero.
Agora, com os olhos voltados para a Copa de 2030, a CBF não pode repetir os mesmos erros. É necessário definir um projeto de longo prazo, escolher um treinador que permaneça no cargo mesmo em momentos difíceis e, mais importante, acreditar em um processo.
O Brasil tem talento sobrado para vencer. Tem jogadores de qualidade mundo afora. O que falta é competência administrativa. A CBF precisa entender que construir uma Seleção vencedora não é obra de mágica, mas de paciência, consistência e visão estratégica.
Se a confederação não aprender essa lição enquanto há tempo, o jejum de títulos pode durar muito mais que imaginamos.
Fonte: Trivela
