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A eliminação precoce da seleção brasileira pela Noruega, que venceu por 2 a 1 nas oitavas de final do último domingo, reacendeu uma discussão que não sai de pauta: afinal, quem somos nós dentro de campo? A derrota marca o retorno ao fracasso que não se via desde 1990, quando caímos para a Argentina na mesma fase, consolidando uma das piores campanhas da história do Brasil em Mundiais.
O cenário é desolador. Estamos prestes a completar três décadas sem conquistar um título mundial, um jejum sem precedentes na história da Seleção. Essa seca de troféus não é coincidência, mas reflexo de problemas estruturais que vão muito além do que acontece nos 90 minutos de jogo.
A questão gira em torno de um conflito fundamental: qual é realmente a nossa identidade como seleção? Durante anos nos vangloriávamos do futebol ofensivo, daquele toque de bola que era marca registrada brasileira. Mas na prática, o que temos visto é uma equipe que não consegue traduzir sua qualidade técnica em resultados consistentes.
Os especialistas apontam caminhos distintos para entender esse colapso. Primeiro, há a formação inadequada de novos atletas nas categorias de base, que não estão recebendo a preparação necessária para grandes palcos. Segundo, existe um vazio na definição clara de qual modelo de jogo a Seleção quer adotar e executar com convicção.
Por fim, mas não menos importante, as convocações questionáveis para a Copa evidenciam falta de clareza estratégica na escolha dos atletas que representarão o Brasil. Combinando todos esses fatores, o resultado é uma seleção que oscila entre momentos de brilho individual e atuações apagadas coletivamente.
A hora é de autocrítica profunda. Não basta ter craques no elenco. É preciso defini quem somos, como jogamos e, principalmente, recuperar a winning mentality que um dia foi nossa maior arma. O Brasil merece mais que respostas improvisadas.
Fonte: Trivela
