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Desde que assumiu o comando da seleção brasileira, Carlo Ancelotti enfrentou uma batalha constante contra o relógio e as dúvidas. A cada semana, uma pergunta ecoava nos bastidores: Neymar vai ou não vai para a Copa do Mundo?
O maior artilheiro da história da Amarelinha retornou ao Santos no início de 2025 carregando uma mochila pesada de lesões. Enquanto o Brasil disputava amistosos e rodadas das Eliminatórias sob o comando do técnico italiano, o camisa 10 ficava de fora, recuperando-se dos problemas físicos que o assolavam. A ausência era ensurdecedora, especialmente para um jogador de sua importância.
Durante meses, Ancelotti debateu internamente a convocação do astro. Era um dilema clássico do futebol moderno: arriscar com um craque lesionado ou confiar em alternativas mais confiáveis em termos de condicionamento físico? João Pedro, artilheiro do Chelsea e presença constante no ciclo da seleção sob o italiano, também disputava essa vaga.
No final das contas, Neymar venceu a disputa. Mas o que fez Ancelotti mudar de ideia? O próprio treinador revelou: foram as últimas apresentações do atacante pelo Santos antes da convocação final que selaram o destino. O desempenho do jogador no clube paulista nos últimos compromissos o convenceu de que o craque estaria pronto para o palco maior.
A decisão carrega seus riscos. Levar um Neymar 100% fisicamente é praticamente impagável para qualquer seleção. Mas trazer uma versão comprometida pela falta de ritmo também pode ser catastrófico. Ancelotti apostou que viu sinais de recuperação suficientes para justificar a escolha.
Agora, resta saber se a aposta do italiano vai compensar dentro de campo. A Copa do Mundo é o verdadeiro teste para essa decisão que levou semanas de deliberação.
Fonte: Trivela
