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A vitória do Brasil sobre o Egito por 2 a 1 serviu como termômetro importante para avaliar o trabalho de Carlo Ancelotti rumo à Copa do Mundo de 2026. O técnico italiano continua testando ideias e confirmando sua visão tática para a Seleção, mesmo que nem tudo funcione perfeitamente neste momento.
A grande novidade foi a escalação de Igor Thiago como centroavante titular. O atacante do Brentford já havia atuado na posição antes, mas impressionou especialmente na última apresentação contra o Panamá, quando saiu do banco e ofereceu uma dinâmica ofensiva diferente como ponta-esquerda. Dessa vez, o jovem talento ganhou a chance de começar o jogo na função mais tradicional.
Em coletiva, Ancelotti reafirmou que mantém a estrutura defensiva em 4-4-2 e não pretende mexer no sistema fundamental. Isso gerou interpretações variadas — e frequentemente equivocadas — sobre como a equipe realmente seria montada e qual seria seu estilo de jogo. O time que entrou em campo contra os egípcios deixou claro que há nuances táticas além dessa descrição simplista.
O amistoso reforçou o resgate de conceitos que marcaram o início da era Ancelotti na Seleção. O técnico segue buscando uma base sólida defensivamente, mas com liberdade criativa nos flancos e na construção do jogo. A questão agora é encontrar aquele detalhe que transforme tudo em ouro durante o Mundial.
Contudo, há uma sombra pairando sobre esses planos: a lesão de Wesley no lateral-esquerdo. A indisponibilidade de peças importantes força Ancelotti a repensar alternativas, afinal ninguém quer chegar em 2026 dependendo de soluções improvisadas. A próxima janela de amistosos será crucial para definir quem realmente será a arma mais afiada da Seleção.
Fonte: Trivela
