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O futebol brasileiro perdeu mais um de seus ícones. Brito, o zagueiro que formou uma muralha defensiva praticamente intransponível na conquista da Copa do Mundo de 1970, no México, faleceu. A notícia foi confirmada através das redes sociais nesta quinta-feira (11), deixando órfã uma geração de torcedores que assistiu à maior seleção de todos os tempos.
Parte fundamental daquela defesa impecável que consolidou o tricampeonato mundial, Brito estava ao lado de Carlos Alberto, Marcio e Piazza, formando uma linha defensiva que poucos conseguem imitar até hoje. No auge de sua carreira, o zagueiro foi peça-chave na seleção que conquistou o mundo com um futebol de tirar o fôlego, marcado pela ofensiva devastadora de Pelé, Tostão e Rivellino.
Aquela Copa do México de 1970 permanecerá eternamente gravada na memória dos aficionados pelo esporte. Não apenas pela qualidade técnica e tática apresentada, mas também pela robustez defensiva que permitiu ao Brasil dominar o torneio com autoridade. Brito foi símbolo dessa solidez, de um zagueiro que entendia seu papel como guardião da obra de arte que era aquela seleção.
A morte de Brito representa mais que apenas a perda de um jogador. É o desaparecimento de um testemunho vivo daquela era dourada do futebol nacional, quando o Brasil impressionava o mundo inteiro. Uma geração de heróis que levantou a taça Jules Rimet de forma definitiva segue diminuindo, deixando apenas recordações e a herança de um futebol belíssimo.
Que Brito descanse em paz, sabendo que seu legado nunca será esquecido. Seu nome seguirá eternamente ligado à maior conquista coletiva do futebol brasileiro, lado a lado com os imortais daquela seleção canarinha que conquistou corações em todo o planeta.
Fonte: Folha Esporte
