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A trajetória de Lionel Messi pela seleção argentina é marcada por um contraste impressionante que revela a evolução do craque ao longo de sua carreira internacional. Durante 16 anos e 150 partidas, a Pulga conquistou apenas um título com a camiseta azul e branca. Porém, o que aconteceu depois mudou completamente a história.
Nos últimos seis anos, Messi vivenciou uma segunda vida com a Argentina. Em apenas 57 jogos, o astro marcou 50 gols — uma proporção absurda que representa 40% de toda sua produção goleadora pela seleção. Mais impressionante ainda: neste mesmo período conquistou quatro títulos, transformando um legado que antes era marcado pela frustração em uma saga de glória e consagração.
Os números falam por si. Enquanto precisou de 150 partidas para ganhar seu primeiro troféu, Messi conseguiu conquistar quatro em pouco mais de um mês de seleção. Isso mostra não apenas a maturidade alcançada pelo jogador, mas também o fortalecimento do elenco argentino nos últimos anos, com nomes como Neymar, Di María e a nova geração de talentos alviceleste.
Esse recorte temporal coincide com mudanças significativas no futebol argentino. A chegada de Lionel Scaloni como técnico, a confiança renovada no projeto e a coesão do grupo fizeram toda a diferença. Messi, por sua vez, chegava em um momento de sua carreira em que acumulava experiência, maturidade tática e, principalmente, a consciência de que talvez fosse sua última chance de conquistar glórias com a seleção.
O resultado é uma explosão de produtividade que poucos atletas conseguem alcançar. De frustração a redenção, Messi não apenas virou a chave em seus números, mas também conquistou o que tinha de mais precioso: uma chance de deixar um legado vencedor com a Argentina, aquele time que sempre carregou em seu coração.
Fonte: Folha Esporte
