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Neymar voltou. Depois de mais de um ano longe dos gramados da seleção brasileira, o craque do PSG recebeu o chamado de Carlo Ancelotti para a próxima Copa do Mundo. A decisão reacendeu um debate que persegue a Confederação Brasileira de Futebol desde 2010: o Brasil conseguirá encontrar seu próprio fenômeno para competir ao mesmo nível de Lionel Messi?
O jornalista Jonathan Wilson, do respeitado jornal britânico The Guardian, faz uma análise contundente sobre essa convocação. Segundo ele, a insistência da seleção em Neymar reflete uma busca desesperada por um craque que possa ocupar o pedestal que o argentino conquistou mundialmente.
Tudo começou em 2010, quando a decepção na África do Sul levou o Brasil a procurar alguém que pudesse devolver a esperança. Neymar, um adolescente de apenas 18 anos, foi apresentado como esse messias que faltava. Na mesma época, Messi já tinha 23 anos e já brilhava em todo o planeta. A comparação era inevitável e, desde então, injusta.
Durante quase 15 anos, o camisa 10 da seleção tentou escapar dessa sombra avassaladora. Conquistou títulos importantes, mas nunca conseguiu apagar a sensação de que o Brasil esperava mais – esperava um Messi em versão brasileira, o que é praticamente impossível.
Agora, com Ancelotti abrindo as portas novamente para Neymar, a pergunta ressurge: será este o momento em que o Brasil finalmente aceita que não terá seu próprio Messi, mas pode aproveitar o que Neymar realmente oferece? Aos 32 anos, o jogador carrega experiência, títulos e uma qualidade técnica inegável – mas já não é mais aquele jovem prodígio cheio de promessas.
O dilema é real. A seleção segue amarrada a uma expectativa que talvez nunca seja realizada. Enquanto isso, tempo valioso passa.
Fonte: Trivela
