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Mirra Andreeva conquistou seu primeiro Grand Slam em Roland Garros e revelou um detalhe surpreendente sobre a campanha vitoriosa: o apoio psicológico foi fundamental para o triunfo. A tenista russa creditou o título à sua psicóloga, que a ajudou nos momentos críticos da final.
O ponto de virada aconteceu quando Andreeva tinha uma cômoda vantagem de 5 a 0 no segundo set, com o título praticamente garantido. Naquele instante, a polonesa Maja Chwalinska devolveu uma quebra e começou uma reação perigosa, alcançando 5 a 2 e ameaçando dar nova vida à partida.
Foi justamente neste momento de pressão que o trabalho mental realizado com sua psicóloga mostrou toda sua importância. Andreeva manteve a calma e buscou soluções práticas para continuar competindo no melhor nível. “Me disse que estava tudo bem. Daquele lado, o vento vinha de frente – não dava para bater tão forte. Preferia o outro lado. Se não funcionou aqui, funciono lá”, relembrou a jogadora sobre a conversa com a profissional.
A estratégia funcionou. A jovem tenista ajustou sua tática, aproveitou melhor as condições do outro lado da quadra e fechou a partida com tranquilidade, selando seu nome na história de Roland Garros como campeã.
O caso de Andreeva é exemplar para mostrar como o trabalho psicológico é tão importante quanto o treinamento técnico no tênis de alto nível. A capacidade de lidar com a pressão, manter o foco em momentos críticos e encontrar soluções em tempo real separou a vitória da derrota em Paris.
Aos 17 anos, a russa demonstrou uma maturidade impressionante não apenas nas quadras, mas também na sua compreensão sobre os aspectos mentais do esporte profissional. Uma lição valiosa para toda uma geração de tenistas em desenvolvimento.
Fonte: Folha Esporte
