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O tênis brasileiro vive um momento de glória. João Fonseca, aos 19 anos, acaba de derrotar Novak Djokovic, tetracampeão mundial e tricampeão de Roland Garros, em uma virada espetacular na quadra Philippe-Chatrier, em Paris. A performance do jovem tenista não apenas marcou história como já despertou comparações com o maior campeão do país: Gustavo Kuerten.
A trajetória de Fonseca impressiona por sua velocidade. Profissional há pouco mais de dois anos — desde fevereiro de 2024 — o brasileiro conseguiu reverter uma desvantagem de dois sets perdidos e ainda conquistou o terceiro set quando perdia 3 games a 1. Uma demonstração de mentalidade e técnica que poucos esperavam de um jogador tão jovem nesta fase da carreira.
As esperanças do tênis nacional se renovam. Ex-atletas como Patrícia Medrado, brasileira que mais tempo permaneceu no top 100 da WTA e medalhista de prata no Pan de 1975, não hesitam em projetar um futuro brilhante para Fonseca. “O João jogou com coragem, acelerou a bola nos momentos certos e mostrou uma maturidade impressionante”, analisa Medrado, que vê o jovem com potencial para trilhar todo o caminho até a final.
A sombra de Guga, três vezes vencedor de Roland Garros com primeira vitória aos 20 anos em 1997, paira naturalmente sobre os ombros de Fonseca. Mas diferentemente de comparações precipitadas, a comunidade tenística brasileira reconhece que o mineiro está construindo sua própria história. A vitória sobre Djokovic não é apenas um feito isolado, mas um marco que reposiciona o Brasil no cenário internacional do tênis.
Com a chave aberta em Paris, todas as possibilidades estão na mesa. Fonseca segue em frente na competição com a confiança que vem de uma vitória monumental contra um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Fonte: Folha Esporte
