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Em um gesto de desprendimento pouco comum no futebol brasileiro, o São Paulo decidiu não cobrar a multa rescisória de Allan Barcellos na transferência do treinador para o Palmeiras. A decisão surpreende, especialmente porque o profissional havia acabado de renovar seu contrato com o Tricolor e recebido valorização salarial significativa.
O valor aberto mão pelo clube chega a aproximadamente R$ 195 mil, equivalente a três meses de salário do técnico. A quantia não é trivial para uma estrutura de categoria de base, onde os investimentos são constantemente monitorados. Barcellos comandava o sub-20 do São Paulo antes de receber a proposta do rival.
O novo contrato havia praticamente duplicado os vencimentos do treinador, além de incluir benefícios como auxílio-moradia e maior participação nas decisões técnicas da instituição. Ele também passaria a ter presença mais frequente no CT da Barra Funda. Apesar de todas essas vantagens conquistadas recentemente, o técnico procurou a diretoria tricolor solicitando uma saída amigável.
A atitude do São Paulo em aceitar o pedido sem exigir compensação financeira revela uma postura institucional voltada para manutenção de boas relações profissionais. Embora seja com um rival direto, o clube optou por facilitar a transição do treinador, evitando possíveis conflitos legais e demonstrando uma gestão mais humanizada em relação a seus funcionários.
Na base do futebol brasileiro, transferências de técnicos para concorrentes costumam gerar polêmicas e disputas contratuais. O São Paulo, desta vez, preferiu a negociação civilizada, abrindo mão da multa rescisória e permitindo que Allan Barcellos seguisse sua carreira no Palmeiras sem empecilhos.
Fonte: Bolavip Brasil
