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O Real Madrid chega à Copa do Mundo com representantes em praticamente todas as posições do campo. Goleiros, zagueiros, meias e atacantes merengues estarão espalhados pelas principais seleções do torneio. Porém, há um vazio que não passa despercebido e marca um momento raro na história recente do clube espanhol: nenhum lateral do Real Madrid foi convocado para o Mundial.
A situação é gritante. Com cinco laterais no elenco — Dani Carvajal e Trent Alexander-Arnold pela direita, além de Ferland Mendy, Fran García e Álvaro Carreras pela esquerda —, o clube merengue não conseguiu emplacar sequer um deles nas convocações de suas respectivas seleções. Um cenário praticamente impensável para uma instituição que durante anos transformou o setor de lateralidade em uma das suas maiores armas ofensivas e defensivas.
A ausência é ainda mais simbólica quando lembramos do legado deixado por nomes como Marcelo e Dani Carvajal, que foram referências mundiais durante toda uma geração. Esses dois jogadores definiram um padrão de excelência na posição que o Real Madrid construiu ao longo de duas décadas. Ver a lateral merengue totalmente ausente do maior torneio do planeta revela não apenas questões pontuais, mas problemas estruturais no setor.
A Seleção Espanhola, que deveria naturalmente contar com jogadores do campeão europeu, vai para a Copa sem nenhum atleta do Real Madrid em suas fileiras. Essa desconexão é sintomática: enquanto o clube domina as competições continentais, seus laterais não conquistam espaço nas seleções nacionais. Será falta de bom desempenho? Questões táticas? Concorrência acirrada? A verdade é que o Real Madrid precisa se reinventar nesse setor urgentemente.
A próxima temporada será crucial para que o clube recupere sua supremacia também nas laterais, posição que virou praticamente invisível em Madrid para as próximas semanas de Copa do Mundo.
Fonte: Trivela
