Foto: Bibesh Manandhar / Pexels
O Manchester United respirou aliviado ao garantir o terceiro lugar na Premier League, conquistando novamente uma vaga na Champions League para a temporada 2026-27. Porém, a campanha 2025-26 ficará marcada mais pelas decepções do que pelos méritos na competição doméstica.
A instabilidade começou cedo. Rubén Amorim foi demitido em janeiro após resultados decepcionantes, deixando o clube em situação delicada. Michael Carrick assumiu a missão de salvar o navio vermelho e cumpriu a tarefa com maestria, recuperando o United e levando-o ao pódio da Premier League, atrás apenas de Arsenal e Manchester City.
Na prática dos números, o time marcou 72 gols e sofreu 54, estatísticas que refletem certa solidez ofensiva, mas defensiva irregular. Benjamin Sesko e Bryan Mbeumo dividiram a artilharia geral com 12 gols cada, mostrando uma distribuição de responsabilidade ofensiva preocupante para um clube de ambições elevadas.
O grande vexame veio nas competições de mata-mata. O United caiu na segunda rodada da Copa da Liga Inglesa e na terceira da FA Cup, resultados que reforçam a fragilidade do projeto. Para um clube histórico como o United, sair de forma precoce desses torneios é praticamente inaceitável.
Vale lembrar que essa foi a primeira temporada sem disputar europeu desde 2014-15, resultado direto da derrota na final da Europa League na temporada anterior contra o Tottenham. É um retrocesso considerável para um clube que busca restaurar sua grandeza.
O veredito? Uma temporada de salvação relativa. Michael Carrick mereceu créditos pela recuperação, mas a ausência de títulos e o desempenho calamitoso nas copas deixam claro que há muito trabalho pela frente. O Manchester United conseguiu não afundar, mas está longe de navegar com tranquilidade.
Fonte: Trivela
