Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A primeira grande surpresa do mata-mata da Copa do Mundo foi confirmada nesta segunda-feira (29) em Boston. O Paraguai eliminou a Alemanha após uma batalha épica que se estendeu até os pênaltis, com a Albirroja vencendo por 4 a 3 depois de um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação.
O grande destaque da classificação paraguaia foi o goleiro Orlando Gill, que defendeu duas cobranças cruciais na disputa de penalidades, salvando seu time de uma eliminação que poucos acreditavam que pudesse acontecer. A defesa segura do camisa 1 foi a cereja do bolo para uma campanha que prometia entrega desde antes do torneio começar.
A performance do Paraguai neste confronto não foi uma surpresa para quem acompanha o projeto de Gustavo Alfaro. Desde o início do Mundial, o treinador deixou claro qual seria a identidade de sua equipe: defesa compacta, rigor tático absoluto e exploração máxima dos tropeços dos adversários. No Boston, a Albirroja cumpriu fielmente o manual, sufocando a criatividade alemã e aproveitando cada oportunidade que surgiu.
Do lado germânico, reapareceram os mesmos fantasmas que assombram a Alemanha desde a fase de grupos. A posse de bola abundante não se converteu em chances perigosas, a criatividade esbarrou em uma defesa bem organizada e o toque de bola excessivamente lento permitiu ao Paraguai se reorganizar constantemente. Os alemães tentaram, pressionaram, mas faltou aquele toque de genialidade necessário para desmantelar uma estrutura defensiva tão bem trabalhada.
Com a vaga nas oitavas de final garantida, o Paraguai segue surpreendendo um mundo do futebol que o menosprezava. Já a Alemanha retorna para casa com a lição dolorida de que futebol moderno não é apenas posse de bola, mas também inteligência tática e eficiência no aproveitamento das oportunidades.
Fonte: Trivela
