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O Brasil respirou fundo no estádio de Houston nesta segunda-feira (29). Depois de 95 minutos de tensão pura, a Seleção finalmente saiu na frente do placar contra o Japão com um gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos, garantindo a classificação para as oitavas de final.
A cena era de completa euforia. Mais de 70 mil pessoas presentes na Arena texana explodiram em gritos de alegria. Os 25 atletas da delegação brasileira e toda a comissão técnica celebravam como se tivessem conquistado o torneio. Afinal, tratava-se da primeira virada do Brasil em Copas desde aquele inesquecível 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas, lá em 2002.
Mas havia uma exceção àquela festa sem limites: Carlo Ancelotti permanecia impassível no banco de reservas. Enquanto o caos criativo tomava conta da equipe, o técnico italiano sequer esboçou um sorriso. A frieza do maestro destoava completamente do ambiente ao seu redor.
Essa postura, porém, não é fruto de frieza pessoal ou falta de emoção. Ancelotti carrega consigo décadas de experiência em noites de Champions League, aqueles momentos de pressão máxima onde o controle emocional define campeões. Para o italiano, manter a concentração e a lucidez tática é fundamental para afastar o nervosismo que naturalmente invade qualquer seleção em momentos decisivos.
O técnico sabe que o Japão foi apenas uma parada no caminho. As oitavas de final chegam, e a Seleção precisa estar ainda mais afiada, ainda mais calma. Enquanto seus jogadores descarregam a adrenalina, Ancelotti já planeja os próximos passos rumo ao título máximo.
Essa é a marca registrada de um técnico que já venceu tudo no futebol europeu: a compreensão de que uma vitória nunca é o final da história. Para Carlo, é apenas o começo de uma nova batalha.
Fonte: Trivela
