Foto: Maggy López / Pexels
À primeira vista, pouca coisa mudou. O cabelo segue a mesma linha, o uniforme mantém aquele tom clássico de azul-claro e branco, e a barba, bem, está apenas mais caprichada. Mas os números não mentem: o Messi de 2026 é visivelmente diferente do Messi de 2022.
Enquanto o campeão do mundo em Qatar pasava a bola com frequência quase obsessiva, construindo o jogo pela circulação, a versão atual do argentino segue um roteiro bem distinto. Menos toques, menos passes — o astro de 39 anos parece ter abraçado um futebol mais direto e objetivo.
O grande destaque fica por conta do aumento expressivo de finalizações. Onde antes havia aquela paciência lendária para encontrar o companheiro na melhor posição, agora há mais iniciativa pessoal. Messi chuta mais, busca mais seus próprios gols. É como se, com os anos avançando, o craque tivesse chegado à conclusão de que tempo é luxo que ninguém mais pode desperdiçar.
Essa evolução tática não é fruto apenas da idade. Reflete também as exigências do futebol contemporâneo, onde o jogo acelerado não permite o mesmo nível de controle de bola que havia anos atrás. Além disso, a experiência acumulada — títulos, recordes, histórias — provavelmente contribuiu para essa nova personalidade dentro de campo.
O que era especulação entre os torcedores agora virou estatística confirmada: Messi 2026 é mais agressivo no ataque, mais pragmático nas decisões. Segue sendo o mesmo mago do futebol, mas um mago que aprendeu que às vezes é mais eficiente chutar a bola para o gol do que procurar o passe perfeito.
Em um esporte onde a renovação é constante e os jogadores sempre buscam se adaptar, ver um craque com quase 40 anos ainda capaz de reinventar seu próprio jogo é simplesmente fascinante.
Fonte: Folha Esporte
