Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A velha máxima do futebol moderno está em xeque. Enquanto alguns técnicos insistem que o resultado é tudo que importa, as estatísticas de posse de bola continuam ditando o ritmo das grandes competições. E nesta quarta de final da Copa do Mundo, dois elencos que apostam no domínio da bola enfrentam-se para garantir um lugar entre os últimos quatro.
A história recente nos mostra que controlar o jogo nem sempre é sinônimo de vitória. O Brasil, sob comando de Carlo Ancelotti, experimentou na pele essa amargura. Com apenas 33,6% de posse contra impressionantes 66,4% da Noruega, a Seleção foi eliminada por 2 a 1 nas oitavas, confirmando que nem sempre quem toca mais na bola sai vitorioso do campo.
Mas o duelo entre França e Marrocos promete ser diferente. Ambas as equipes construíram suas campanhas sob o pilar do futebol ofensivo e possessista, o que torna o confronto uma verdadeira batalha tática. Os franceses, com sua tradição de jogo criativo, enfrentarão um Marrocos que vem impressionando com sua capacidade de manter o equilíbrio entre defesa sólida e construção pelas laterais.
A questão que paira é: será que o time que melhor controlar a bola conseguirá converter isso em gols? Ou o paradoxo demonstrado pelos brasileiros se repetirá, punindo aquele que despender mais energia tocando no esférico?
O que está em jogo vai além do resultado. É a validade de uma filosofia de jogo que marca a era moderna do futebol. Se a posse continuar sendo determinante, Francia levará a melhor com seu elenco acostumado a manter a bola. Mas se Marrocos conseguir ser eficiente nas oportunidades, independente do controle, pode estar a caminho de fazer história.
Semifinais do mundo dependem dessa resposta. Que vença o melhor não apenas na posse, mas em conversão de oportunidades.
Fonte: Folha Esporte
