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O Marrocos chega ao confronto derradeiro da fase de grupos contra o Haiti nesta quarta-feira com um dilema que pode definir todo o rumo de sua campanha na Copa do Mundo 2026. Com a classificação praticamente garantida, o técnico Mohamed Ouahbi enfrenta uma decisão tática que divide opiniões: manter os titulares em campo buscando a liderança do Grupo C ou poupar forças pensando nas batalhas do mata-mata.
Atualmente empatado com o Brasil na primeira colocação com 4 pontos — mas atrás no saldo de gols — os Leões do Atlas têm uma oportunidade de ouro para virar a chave. Afinal, superar os brasileiros significaria enfrentar um adversário potencialmente menos assustador nas oitavas de final, um tabuleiro mais favorável para uma equipe que sempre surpreende em Copas.
O histórico marroquino é inspirador. Na Copa de 2022, o time chegou às semifinais com raça e inteligência tática. Essa experiência pode pesar na decisão de Ouahbi. A pergunta é: vale a pena gastar energia contra o Haiti, sabendo que o desgaste físico pode comprometer o desempenho futuro?
Por outro lado, deixar o Brasil na frente traz riscos calculados. A equipe canarinha é sempre perigosa, e um adversário menos qualificado nas oitavas representa um caminho aparentemente mais acessível para chegar longe na competição.
O Haiti, por sua vez, chega ao duelo sem chances reais de avançar, o que torna a partida praticamente um treinamento para os marroquinos. Isso abre espaço para experimentos táticos e rotações inteligentes no elenco.
A decisão que Mohamed Ouahbi tomar nas próximas horas pode ser determinante. Jogar para vencer e terminar em primeiro significa assumir riscos de lesão e cansaço desnecessário. Já optar pela preservação é reconhecer que o mata-mata exigirá muito mais dos seus atletas. Será que o técnico marroquino conseguirá equilibrar ambição com pragmatismo?
Fonte: Trivela
