Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A FIFA implementou mudanças significativas para reduzir o tempo de cera nos jogos da Copa do Mundo de 2026, prometendo mais ação e menos interruções. No entanto, o que parecia ser uma vitória para os fãs de futebol pode não passar de uma ilusão matemática.
Os organizadores do torneio conseguiram diminuir consideravelmente os minutos de jogo perdidos com simulações, atraso proposital e outras táticas de proteção. Árbitros mais rigorosos, fiscalização mais severa e punições exemplares contra jogadores que abusam da cera fizeram a diferença no papel.
Mas aqui está o catch: o tempo efetivo de bola rolando permaneceu praticamente inalterado. Ou seja, menos cera não significou mais futebol acontecendo de fato na partida. As substituições, as pausas médicas, os ajustes de uniforme e outras paralisações naturais do jogo continuam consumindo o mesmo tempo de sempre.
Para o torcedor que paga caro pelo ingresso ou que senta na frente da televisão esperando emoção, a equação não fecha. O que muda é apenas a forma como o relógio parado se distribui, não o volume total de ação dentro de campo.
A questão levanta debates importantes sobre se a solução real não seria ampliar de verdade o tempo de jogo útil — talvez aumentando o cronômetro parado ou implementando mudanças mais radicais nas regras. Enquanto isso, a Copa de 2026 segue com uma reforma que, no fim das contas, é mais cosmética que transformadora.
Torcida continua esperando por revolucionário, mas recebe apenas redecoração.
Fonte: Folha Esporte
