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A jornada de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou prematuramente, mas deixou números que merecem reflexão. Apesar da eliminação dolorosa para a Noruega nas oitavas de final, o técnico italiano encerrou sua participação no torneio com um aproveitamento de 66,6% — estatística que o coloca em um seleto grupo de comandantes do futebol brasileiro.
Em cinco partidas disputadas, Ancelotti conquistou três vitórias, um empate e uma derrota. O aproveitamento, embora sólido, não foi suficiente para evitar a queda precoce da Amarelinha no torneio internacional. Curiosamente, o índice iguala perfeitamente o desempenho de Tite, que dirigiu o Brasil em duas Copas do Mundo — Rússia 2018 e Catar 2022 — ambas terminadas nas quartas de final.
O ranking de eficiência técnica em Copas do Mundo revela histórias interessantes. O maior aproveitamento segue com Carlos Alberto Parreira em 2006, quando a Seleção alcançou números impressionantes. Ancelotti e Tite dividem a segunda posição com seus 66,6%, enquanto Dunga também aparece neste mesmo patamar em suas passagens.
Por outro lado, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, registrou o menor aproveitamento entre os técnicos recentes, com 52,4% em 2014. Ainda assim, o experiente treinador conseguiu levar o Brasil até as semifinais, demonstrando que o aproveitamento nem sempre conta toda a história de um torneio.
A eliminação precoce de Ancelotti representa um ponto de virada nas discussões sobre a estrutura da Seleção Brasileira. Enquanto seus números percentuais são respeitáveis, a realidade é que a equipe não conseguiu avançar além das oitavas — realidade bem diferente de campanhas anteriores que alimentavam esperanças de título mundial.
A Confederação Brasileira de Futebol terá muito a avaliar nas semanas seguintes, considerando não apenas as estatísticas, mas o desenvolvimento tático e a capacidade de competição da Amarelinha nos palcos internacionais.
Fonte: Gazeta Esportiva
