Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A classificação histórica do Paraguai sobre a Alemanha nas oitavas de final da Copa do Mundo rendeu muito mais que três pontos: conquistou um feriado nacional decretado pelo presidente do país. Mas por trás dessa festa está uma história de superação que o técnico Gustavo Alfaro não cansa de contar.
Em coletiva após a vitória nos pênaltis, o treinador argentino foi direto ao ponto ao explicar a diferença entre as duas equipes. “Eles se formaram em academias tops, nós viemos da terra batida”, disparou Alfaro, resumindo em uma frase a trajetória desigual entre uma potência europeia e uma seleção que teve que lutar contra tudo e contra todos para chegar aqui.
Essa simplicidade na análise reflete exatamente o que Alfaro implantou na Albirroja: uma filosofia baseada na garra, na entrega total e no sacrifício constante. Contra adversários tecnicamente superiores, o Paraguai respondeu com organização tática impecável e disposição que esgotou mentalmente os alemães até os pênaltis.
O treinador não escondeu que o caminho até essa vitória foi árduo. “Como sempre acontece conosco, não alcançamos nada sem sofrimento. Resistência é nossa marca”, complementou Alfaro na coletiva. E realmente, a trajetória da seleção paraguaia na competição foi marcada por essa resistência, especialmente diante de rivais tecnicamente mais dotados.
O que diferencia Alfaro é transformar essa realidade em arma estratégica. Enquanto muitos técnicos tentariam competir no mesmo nível técnico da Alemanha, o argentino entendeu que o caminho era potencializar os atributos de seu elenco: intensidade, compactação defensiva e efetividade nas oportunidades.
A derrota dos alemães foi histórica também por outro motivo: marcou a primeira vez que a Nationalelf perdia uma decisão por pênaltis na história das Copas. Para o Paraguai, significou provar que determinação e trabalho árduo ainda têm espaço no futebol moderno, independentemente de quantas academias top o adversário tenha.
Fonte: Trivela
