Foto: Yury Gargay / Pexels
A Alemanha voltou a cair cedo demais. Depois de uma década de sofrimento desde o tetra conquistado em 2014, a seleção tetracampeã esperava finalmente virar a página. Mas a derrota nos pênaltis para o Paraguai, nesta segunda-feira em Boston, enterrou qualquer esperança de reconstrução imediata e trouxe à tona uma pergunta que não quer calar: será que o problema é passageiro ou está na estrutura do futebol alemão?
A pressão sobre Julian Nagelsmann, que já era considerável antes do jogo, tende a se intensificar nos próximos dias. O incômodo não vem apenas pela derrota em si, mas pela forma como ela ocorreu. O Paraguai não surpreendeu com táticas revolucionárias — simplesmente executou seu plano à risca, bloqueando a criatividade germânica e punindo na oportunidade que surgiu.
Esse é o padrão que persegue a Alemanha há anos. Mais uma vez, os alemães dominaram a posse de bola, controlaram territorialmente durante longos períodos, mas transformaram esse domínio em… quase nada. A receita é sempre a mesma: muita posse, pouca efetividade, resultado frustrante.
Desde a humilhação de 7 a 1 contra o Brasil em 2014, a seleção alemã vive um ciclo de dúvidas e incertezas. Eliminações inesperadas, mudanças de treinador, questionamentos sobre a qualidade tática — tudo isso alimenta o debate sobre se o problema é apenas conjuntural ou se existe algo mais profundo no futebol germânico.
A queda para um Paraguai, respeitosamente, não é potência tradicional, reforça o cenário preocupante. Não é uma questão de um dia ruim ou falta de sorte. É sobre perder a capacidade de converter domínio em vitórias, de resolver jogos difíceis quando o adversário se fecha.
A Alemanha precisa urgentemente de respostas. Não apenas sobre Nagelsmann ou sobre o elenco disponível, mas sobre que caminhos seguir para recuperar a identidade que a tornava uma das forças mais temidas do futebol mundial.
Fonte: Trivela
