Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Inglaterra saiu do campo com um gosto amargo nesta terça-feira (23). O empate sem gols contra Gana nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 foi um dos confrontos mais entediantes do torneio até agora, deixando torcedores e críticos questionando o ataque inglês praticamente invisível.
O cenário era previsível: Gana recuou, esperou e sufocou qualquer tentativa criativa dos ingleses. Mas enquanto a ofensiva de Gareth Southton desperdiçava oportunidades, havia um ponto positivo em campo.
Guehi aparece como solução
Marc Guehi, zagueiro do Manchester City, foi praticamente o único jogador inglês que mereceu aplausos ao final do apito. Thomas Tuchel fez a troca certa ao escalar o defensor no lugar de John Stones, que havia decepcionado na vitória anterior contra a Croácia (4 a 2).
O camisa 6 manteve a solidez em ambas as fases do jogo. Na marcação, foi preciso e seguro. No início das jogadas, tentou construir ofensivamente com passes lançados, mesmo que sem muito sucesso pelo baixo aproveitamento dos atacantes. Guehi foi um dos raros ingleses que pareceu confortável dentro de campo.
O abismo ofensivo
Enquanto Guehi brilhava na zaga, a frente de ataque inglesa seguia apagada. Os criativos não encontravam espaço, os centroavantes erravam os passes finais, e a Gana nem precisava trabalhar muito para conter a seleção britânica. Foi uma demonstração clara de que o futebol inglês segue patinando ofensivamente em confrontos contra times defensivos.
O ponto positivo fica com a confirmação de Guehi como solução na defesa. A negativa é a incapacidade de quebrar a retranca ganesa com criatividade e oportunismo. Para Tuchel, o desafio agora é acordar o ataque antes que os problemas se acumulem na campanha classificatória.
Fonte: Trivela
